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Os desafios impostos pela mobilidade urbana nas grandes e pequenas cidades dos 5 continentes provocaram o resgate de um ícone automobilístico, o minicarro Isetta, denominado Microlino, fabricado pela empresa suíça Micro Mobility Systems AG em Zurich, que até 2017 estará circulando na versão elétrica.

Mas o que há de tão fascinante neste exemplo de car design, projetado há mais de 54 anos atrás e que permanece na memória afetiva de muitos usuários que tiveram a oportunidade de utilizá-lo e sua relação com os graves problemas de mobilidade, locomoção e poluição no meio ambiente construído?. Um conceito.

Sua breve história revela que em 1952, a empresa Iso Rivolta, localizada em Bresso, província de Milano, na Itália, decidiu lançar um carro em forma de ovo, para dois ocupantes, com uma única porta frontal, motor posterior de motocicleta, de 198 cm3, inicialmente com 3 rodas e podendo circular até 30 km com apenas 1 litro de gasolina. O projeto do engenheiro Ermenegildo Preti foi aprovado pelo empresário Renzo Rivolta, o qual pretendia entrar no mercado automobilístico com este transporte de apenas 2,3 m de comprimento e 1,4 m de largura. Ágil e fácil de manobrar, muito provavelmente seus diferenciais competitivos não foram reconhecidos pelo mercado italiano e sua produção se encerrou em 1954, após 1000 unidades produzidas.

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No entanto, a empresa BMW viu na Isetta a possibilidade de recuperação econômica da marca e passou a fabricá-la com motor de 1 cilindro e 247cm3. De 1955 a 1962, foram produzidos pela empresa alemã, mais de 160 mil unidades, inclusive, surpreendentemente, também para o mercado americano. No Brasil, a falta de incentivos fiscais comprometeu seu êxito comercial. Fabricado pela empresa Romi (recebeu a denominação Romi – Isetta) chegou a produzir 34.000 unidades entre 1957/59. Em outros países como França, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Áustria e Suécia foi fabricada sob licença.

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O projeto atual do Microlino foi desenvolvido em parceria com a Universidade ZHAW de Zurich e será fabricado pela empresa chinesa Kandi Technologies, devendo ser testado inicialmente na Suiça. Segundo a empresa Micro Mobility, antes de chegar ao mercado mundial, a China será o primeiro país a experimentá-lo. Não se trata de uma réplica de um antigo modelo de city car mas o resgate da tradição de meios de transporte adequados ás exigências impostas pela falta de espaço urbano e excesso de automóveis, além dos condicionantes ambientais. Provavelmente não será o timing que irá impedir seu êxito, como o que ocorreu anteriormente, considerando que a crise do petróleo ocorreu 20 anos mais tarde do último Isetta deixar as linhas de produção.

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Seu protótipo foi desenvolvido em 2015 e apresentado na Feira eCarTech, em Munique, destinada aos transportes elétricos e híbridos. O responsável pela façanha é Win Ouboter, ex-banqueiro suíço e apaixonado por transportes o qual já possui outros sucessos de mercado em seu currículo: o micro scooter, vendido em mais de 80 países. Para Ouboter, o Microlino significa a associação de inovações revolucionárias, resgate da cultura do design do automóvel e solução para as demandas de deslocamento de curtas distâncias. A Feira de Genebra de 2016 certamente trará novidades quanto ao atual estágio do desenvolvimento deste pequeno notável.

Win Ouboter da Micro

Win Ouboter da Micro Mobility Systems.

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Informação

Microlino
www.microlino.ch

Micro Mobility Systems AG
www.micro.ms